Últimas Cores

Por: Léo Borba | Cronista

E o carro dobrou a esquina no final da manhã.

Na avenida, seguiu pela tarde de nuvens.

Pelo retrovisor, viu a pressa ficar mais distante. E seguiu no fluxo do trânsito lento. De carona, a música que enchia o carro isolava o ruído da rua. Mais à frente, o sol tentava se infiltrar por entre as nuvens. Deixa a avenida e entra num pequeno acesso à praia. Desce do carro e sente no rosto a aragem com gosto de mar. Por entre a ramagem das árvores, vê o dia, lentamente, ir embora. E se deixa ficar. Guardar na retina as últimas cores do ocaso. Volta ao carro. No retrovisor, vê o dia se esvair por detrás dos morros. E segue pela rua da noite mesclada de nuvens e estrelas.

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