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Rei Felipe VI faz alerta de risco de fim do vínculo transatlântico diplomático entre a Europa e os Estados Unidos

  • Foto do escritor: LaVoga
    LaVoga
  • há 3 horas
  • 2 min de leitura

Foto reprodução; Rei Felipe VI da Espanha faz alerta durante seu discurso na Conferência Global de Embaixadores e Embaixadoras em Madri, Espanha.


Por : Juliana Steuernagel/ Reino Unido


Felipe VI, rei da Espanha alerta para o risco de um possível fim do vínculo entre a Europa e os EUA.


O rei afirma que a manutenção dos laços exige “grande paciência e coragem diplomática” e pede uma “transição democrática genuína” na Venezuela.


Ele aproveitou seu discurso na conferência de embaixadores que, ao longo de dois dias, reuniu em Madri os chefes das missões diplomáticas espanholas em todo o mundo — para alertar sobre o risco de “desmantelar” o vínculo transatlântico entre a Europa e os Estados Unidos e as consequências que isso acarretaria. Após reconhecer que a manutenção desse vínculo exige atualmente “grande paciência e coragem diplomática”, em uma referência implícita ao comportamento imprevisível e arbitrário do presidente dos EUA, Donald Trump, Felipe VI enfatizou que se trata de uma “estrutura indispensável que emergiu das cinzas da Segunda Guerra Mundial” e que fomentou o florescimento das democracias, a estabilidade, o crescimento e o desenvolvimento do multilateralismo. No entanto, ele alertou que preservar esse vínculo “é uma responsabilidade compartilhada”, que “exige lealdade mútua, confiança recíproca, uma visão para o futuro e respeito das regras do jogo que podem ser melhoradas conforme as leis de acordos internacionais”.


Embora não tenha mencionado Washington explicitamente, suas palavras constituem uma crítica velada às recentes decisões do governo Trump, incluindo a intervenção militar na Venezuela. "Todos nós perdemos com a erosão desse vínculo", insistiu ele, aludindo à relação entre os EUA e a Europa. "E não quero levantar aqui o que a hipótese de seu desmantelamento total significaria para todos." O rei, que ascendeu ao trono em 2014 após a abdicação de seu pai, iniciou seu discurso anunciando a libertação de cinco cidadãos espanhóis detidos na Venezuela e pedindo "uma transição genuína, pacífica, inclusiva e soberana, respeitosa da livre e independente vontade do povo venezuelano, que comece o mais breve possível, com garantias". Ele enfatizou que o povo venezuelano "deve ser o único protagonista de seu próprio destino".

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