Polícia Federal e Interpol intensificam investigação dos crimes digitais
- LaVoga

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O golpe de MMS/SMS de telefonia celular continua na mira das autoridades.
Por : Juliana Steuernagel/ Reino Unido
Somente no Reino Unido segundo as autoridades britânicas os crimes de sms e MMS aplicados em milhares de celulares aumentaram 429% nos últimos 18 meses.
São números absurdos e abusivos.
No Brasil, a situação não é diferente.
Todos os dias milhares de pessoas denunciam este tipo de crime que muitas vezes e elaborado sofisticadamente por quadrilhas especializadas que utilizam a ajuda de equipamentos de última geração e corrupção da indústria digital.
Crimes de SMS (MMS), como golpes por mensagem de texto, fraudes, ameaças ou disseminação de conteúdo ilegal, podem ser reportados por meio de canais oficiais no Brasil, Portugal,Australia,Reino Unido e nos EUA.
No Brasil:
• Denúncia via Delegacia Virtual: Acesse o site da Delegacia Virtual (Devir) em https://delegaciavirtual.sinesp.gov.br/portal/ para registrar um Boletim de Ocorrência (BO) de crime cibernético, incluindo fraudes por SMS.
• Canais especializados:
• mail-abuse@cert.br: Para denúncias de mensagens fraudulentas (envie cópia do SMS original).
crime.internet@dpf.gov.br: Canal central da Polícia Federal para crimes na internet.
• Digi Denúncias (Ministério Público): https://digidenuncias.mp.br
• Safernet: Para conteúdos ilegais como pornografia infantil, discurso de ódio: http://new.safernet.org.br/denuncie.
• Plataformas: Denuncie diretamente no WhatsApp, Facebook ou Instagram usando os botões de "Denunciar" nas conversas ou postagens.
Em Portugal:
• Portal Queixa Eletrónica: Acesse https://www.gov.pt/pt/servicos/queixa-eletronica para registrar denúncias online, incluindo crimes por SMS.
• Polícia Judiciária (PJ): Pode ser acionada diretamente para crimes cibernéticos. A queixa pode ser feita em qualquer posto da PJ com identificação.
• Denúncia anônima: Para crimes graves (como pornografia infantil), use o site da Safernet em https://new.safernet.org.br/denuncie.
No Reino Unido:
Utilize o servico de sms 7726 para enviar mensagens suspeitas de sms / mms/ spam/ links
Reporte para o cibercrime UK : reportfraud.police.uk
Telefone: 0300 123 2040.
Na Austrália: Report Cyber:1300 CYBER1 (1300 292 371)
Nos Estados Unidos: visite o website do FBI: www.ic3.gov
Importante:
• Guarde provas: Fotos de mensagens, prints de tela, registros de chamadas e dados do remetente.
• Não ignore: Denunciar ajuda a prevenir outros crimes e permite que as autoridades investiguem.
• Ação imediata: Em casos de ameaças ou golpes ativos, registre a ocorrência o mais rápido possível.

A Polícia Federal (PF) indiciou, ao longo de 2025, uma média de cinco pessoas por dia por crimes cibernéticos. O número representa uma alta de mais de 221% em relação aos dados de 2023, quando foi criada a Diretoria de Repressão aos Crimes Cibernéticos na corporação, a Dciber. Desde então, ataques hackers contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro por cripto ativos, estelionato virtual, ameaças nas redes sociais, fraudes no reconhecimento facial, roubo de dados e credenciais e pornografia infantil passaram a concentrar boa parte das atenções da PF, que nos últimos anos reforçou os seus quadros com especialistas em programação e criptografia.
Policiais civis da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC) e do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) deflagraram uma operação nesta quinta-feira (5) para combater uma fraude cibernética interestadual que atingiu sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Poder Judiciário goiano.
As investigações apuram a inserção de mandados de prisão falsos no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP) e em processos digitais do TJGO. Entre os nomes utilizados indevidamente pelos criminosos estavam os do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro do STF Alexandre de Moraes.
Em janeiro, os fraudadores tentaram uma invasão ao sistema do CNJ com o objetivo específico de emitir mandados de prisão contra Lula e Moraes. Eles conseguiram fazer alterações irregulares no BNMP, substituindo dados de um mandado real por informações vinculadas às duas autoridades, incluindo a troca dos CPFs. No entanto, não conseguiram concluir a emissão dos documentos falsos.
Os bandidos foram detidos pela polícia brasileira.




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