Onda de alertas de bomba atingiu ao menos 20 voos na Europa e caças militares foram acionados
Nenhum explosivo foi encontrado, mas a repetição das ameaças em poucos dias levanta suspeita de ação coordenada.

Imagem reprodução: um Avião da Aer Lingus foi escoltado por caças militares.
Uma nova onda de alertas de bomba atingiu aviões comerciais em vários países da Europa nesta quinta-feira (5). Aproximadamente 15 voos foram afetados, e o balanço chegou a cerca de 20 ao longo do dia.
Houve pousos de emergência, desvios e escoltas de aviões militares. Até agora, nenhum explosivo foi localizado, e os casos são tratados como alarmes falsos.
Caças e base militar
O caso mais grave envolveu o voo da Aer Lingus de Dublin a Roma. Segundo o gabinete do primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, o avião foi escoltado por caças da Força Aérea Francesa até a base militar de Évreux, onde realizou o pouso.
Os 151 passageiros e seis tripulantes desembarcaram em segurança, e equipes militares vistoriaram a aeronave.
Na Itália, um voo da Finnair de Helsinque a Roma foi escoltado por caças da Força Aérea italiana até o aeroporto de Fiumicino, onde especialistas em explosivos nada encontraram. O aeroporto suspendeu os voos por cerca de 30 minutos.
Outros desvios
Três aviões da Ryanair com destino a Sófia fizeram pousos de emergência na Bulgária, dois na capital e um em Plovdiv.
Um voo da Wizz Air de Milão a Varsóvia foi redirecionado a Viena. Quase 200 passageiros de outro avião da Wizz Air foram retirados da aeronave em Bucareste.
Na República Tcheca, quatro voos com destino a Praga foram alvo de ameaças, mas pousaram e foram vistoriados sem achados.
Segunda onda na semana
Na terça-feira (3), cerca de sete voos já haviam recebido ameaças, classificadas pelo governo britânico como alarmes falsos.
Naquele dia, um avião também foi escoltado por caça italiano, e parte do aeroporto de Múrcia, na Espanha, foi isolada.
Ninguém assumiu a autoria, e nenhuma autoridade apontou culpados. A comissária de Transportes da União Europeia disse ser cedo para afirmar se os casos estão ligados.
Para o especialista em segurança aérea Paul Mason, ouvido pela BBC, a escala e a credibilidade das ameaças sugerem ação deliberada, e não coincidência.
As companhias são obrigadas a tratar qualquer alerta como real, o que gera atrasos e transtornos para milhares de passageiros. As investigações continuam.




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