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Navio de guerra Russo disparou tiros contra embarcação britânica

  • há 4 horas
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LAVOGA Exclusivo:

MINISTÉRIO DE DEFESA BRITÂNICO CONFIRMA o incidente que aconteceu contra um iate que navegava hoje pelo Canal da Mancha. Tensões aumentam entre Reino Unido e Rússia.


Foto Reprodução: Iate particular Britânico atacado.
Foto Reprodução: Iate particular Britânico atacado.

Foto reprodução: Fragata Russa no Canal da Mancha


Por Juliana Steuernagel/Reino Unido


Um navio de guerra russo disparou tiros de advertência a poucos metros de um iate particular britânico que navegava pelo Canal da Mancha na manhã de terça-feira, em meio a um período de tensões elevadas entre Londres e Moscou.


O raro incidente ocorreu às 11h40, a mais de 32 quilômetros ao sul da Ilha de Wight e a menos de 64 quilômetros ao norte da Normandia, na França, quando o iate, identificado como a embarcação particular Bright Future, navegou próximo ao Admiral Grigorovich e ignorou pelo menos um dos avisos.


Não foram relatados feridos ou danos ao iate. Uma embarcação do HMS Tyne, um navio de patrulha, visitou o iate para coletar informações e verificar se a tripulação está em segurança.


O episódio aconteceu poucos dias depois de o Reino Unido ter apreendido o petroleiro Smyrtos, ligado à Rússia, ao largo da costa da Ilha de Wight. Esta foi a primeira vez que as forças britânicas lideraram a apreensão de um navio alvo de sanções desde o início da guerra contra a Ucrânia.


O capitão do petroleiro, Ajay Pant, um cidadão indiano de 38 anos, foi acusado de violar as sanções britânicas à exportação de petróleo russo num tribunal de magistrados em Southampton no Reino Unido.


O navio transportava 98.000 toneladas de petróleo bruto russo com destino à Índia no momento da apreensão.


Na segunda-feira, dois homens, que aparentemente agiram sob as ordens de um intermediário online com ligações à Rússia, foram considerados culpados de conspiração para realizar um ataque incendiário a uma propriedade ligada a Keir Starmer. Na terça-feira, durante a cúpula do G7 na França, o primeiro-ministro disse estar satisfeito por “a justiça ter sido feita” e afirmou que o ataque precisava ser visto em um contexto mais amplo – o impacto das sanções econômicas ocidentais sobre a capacidade da Rússia de lutar na Ucrânia. O incidente ocorre em meio a uma disputa contínua sobre o financiamento da defesa do Reino Unido após a renúncia do secretário de Defesa, John Healey, na semana passada.


Na terça-feira, Rich Knighton, chefe do Estado-Maior da Defesa, disse a uma comissão da Câmara dos Lordes que a Grã-Bretanha teria que “reduzir” as operações e exercícios militares nos próximos anos se o Ministério da Defesa não recebesse financiamento extra de Downing Street e do Tesouro.


As discussoes sobre o financiamento ainda continuam.

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