Fim do carnaval na Alemanha confirma força da maior festa popular do país
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Imagem reprodução Instagram
Por Rô Wölfl Alemanha
O frio do inverno deu lugar à alegria nas ruas da Alemanha durante o tradicional carnaval do país. Cidades inteiras se encheram de cores, fantasias e música, reunindo milhões de pessoas em uma das maiores festas populares da Europa.
No carnaval de rua as alegorias trouxeram críticas bem-humoradas a temas políticos e sociais, mantendo uma tradição que mistura celebração e sátira.
A cidade de Colônia se destaca por realizar uma das maiores programações carnavalescas do país. Sua fama atraiu este ano, cerca de 3 milhões de visitantes ao longo da temporada que teve seu auge na segunda-feira que antecedeu a Quarta-feira de Cinzas.
Nessa data, mais de 10 mil integrantes desfilaram em grandes carros alegóricos, bandas e grupos organizados pelas principais avenidas.
Chuva de Doces
E é durante os desfiles que acontece um dos momentos mais divertidos do carnaval alemão: a tradicional “chuva de doces”! ou Kamelle no dialeto de Colônia.

Durante o percurso nas avenidas integrantes que estão nos carros alegóricos jogam balas, chocolates para o público que acompanha a festa nas calçadas. É uma tradição antiga e muito esperada, principalmente pelas crianças, que vão fantasiadas e levam sacolas para recolher o que conseguem pegar.
Os doces são lançados ao longo de todo o trajeto do desfile. Quando alguém vê que um carro vai arremessar mais guloseimas, levanta os braços e pede em voz alta, criando um clima de brincadeira coletiva.
Essa prática simboliza generosidade e alegria, reforçando o espírito festivo do carnaval alemão, que mistura tradição, diversão e participação popular.
O impacto também foi econômico. A temporada deste ano, segundo especialistas setoriais, pode ter movimentado cerca de 2 bilhões de euros no país, com forte alta na ocupação hoteleira nas cidades que concentram os maiores eventos.
Entre tradição, crítica política e participação popular, o carnaval alemão encerrou mais uma edição mostrando força cultural e grande mobilização mesmo em pleno inverno europeu.




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