Governo Chinês promete defender a soberania do Brasil após anúncio da tarifa de 25% dos Estados Unidos
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Por: Juliana Steuernagel/Reino Unido
Em recente reunião, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, disse ao Brasil que Pequim continuaria a apoiar sua soberania, segurança e interesses de desenvolvimento, horas depois da entrada em vigor de uma tarifa americana de 25% sobre produtos brasileiros.
Wang se reuniu com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, na quarta-feira, à margem da 59ª reunião dos ministros das Relações Exteriores da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), onde Vieira também participa da terceira reunião ministerial Brasil-ASEAN.
A China continuaria a “apoiar o Brasil na salvaguarda de sua soberania, segurança e interesses de desenvolvimento”, disse Wang, segundo um comunicado do Ministério das Relações Exteriores da China que descreveu o Brasil como uma economia emergente com influência global e uma voz representativa do Sul Global.
Wang acompanhou a oferta com um pedido, dizendo confiar que o Brasil “continuaria a respeitar e apoiar a China na defesa de seus interesses fundamentais”, a expressão que Pequim usa para Taiwan, Tibete, Xinjiang e Hong Kong.
A soberania tornou-se o tema central da resposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Washington.
O comércio bilateral entre Brasil e China atingiu um recorde no primeiro semestre de 2026, impulsionado pelo aumento das exportações de commodities brasileiras e pela entrada maciça de veículos elétricos chineses.
O fluxo comercial totalizou US$96,8 bilhões para o Brasil gerando um superavit sugnificativo para o pais de US$ 19,8 bilhoes.
Exportações: As exportações brasileiras para a China saltaram 22% em relação ao ano anterior, para US$53,8 bilhões impulsionadas pela venda record de petróleo bruto US$15,1 bilhões e um aumento de 50% nas exportações de carne bovina (US$ 4,8 bilhões).
Importações: O Brasil importou US$ 38,5 bilhões da China, um aumento de 8%, impulsionado principalmente pelas vendas de veículos elétricos chineses, que quadruplicaram para US$ US$ 5,35 bilhões.
A China consolidou sua posição como o maior parceiro comercial do Brasil, absorvendo 31,6% do total das exportações brasileiras, superando em muito a participação dos EUA, de 9,4%.
As relações estão se aprofundando com novos desenvolvimentos, como a isenção de vistos para cidadãos chineses no Brasil e vice-versa. Discussões sobre um acordo comercial parcial entre Mercosul e China, enquanto as empresas chinesas veem cada vez mais o Brasil como um polo de produção para a América Latina.




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