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Ataque à rede elétrica deixa milhares sem energia em Berlim em meio a frio intenso

  • 6 de jan.
  • 2 min de leitura

Imagem reprodução


Por: Rô Wölfl


Um ataque à rede elétrica no sudoeste de Berlim deixou cerca de 45 mil residências e mais de 2 mil empresas sem energia desde o último sábado (3), em meio a neve e temperaturas abaixo de zero, segundo autoridades alemãs. A polícia investiga o caso como incêndio criminoso com motivação política.


O apagão ocorreu após cabos de alta tensão serem incendiados em uma ponte sobre o canal de Teltow, próxima a uma subestação que abastece bairros como Zehlendorf, Lichterfelde, Wannsee e Nikolassee. O dano comprometeu o fornecimento de eletricidade, aquecimento, internet e telefonia móvel.


Previsão de retorno da energia

A operadora Stromnetz Berlin informou que parte do fornecimento já foi restabelecida, mas que a reparação completa pode levar vários dias. A previsão é que a energia seja totalmente normalizada até o fim da semana, dependendo das condições climáticas. Equipes trabalham sob neve, frio intenso e solo congelado, o que dificulta os reparos.


Frio, aquecimento e serviços essenciais

Milhares de moradores ficaram sem aquecimento em pleno inverno. A prefeitura abriu centros de aquecimento emergenciais e solicitou apoio logístico da Bundeswehr, as Forças Armadas da Alemanha.


Autoridades afirmaram que hospitais não tiveram atendimentos interrompidos, pois operam com geradores de emergência, mas creches, casas de repouso e serviços sociais foram afetados, exigindo medidas adicionais de segurança.


Prejuízos ao comércio

O apagão causou prejuízos ao comércio local, especialmente restaurantes, supermercados e pequenas empresas, que relataram perdas de alimentos refrigerados e paralisação das atividades. Associações comerciais afirmam que os danos ainda estão sendo avaliados e podem chegar a milhões de euros.


Por que a rede foi sabotada

A investigação ganhou força após a divulgação de um comunicado online reivindicando o ataque em nome de um grupo de extrema-esquerda identificado como Vulkangruppe. No texto, o grupo afirma que a sabotagem foi um ato de protesto contra a indústria de combustíveis fósseis, grandes empresas de energia e o que chama de “infraestrutura do capitalismo”.


Segundo o comunicado, o objetivo seria interromper sistemas considerados essenciais ao modelo econômico atual e chamar atenção para questões ambientais e políticas. Autoridades alemãs afirmam que a reivindicação é considerada crível, mas destacam que ataques a infraestruturas críticas colocam a população em risco.


Investigação

O prefeito de Berlim condenou o ataque e afirmou que ações desse tipo são “extremamente perigosas”, especialmente durante o inverno. A polícia segue investigando os responsáveis. Nenhuma prisão foi anunciada até o momento.






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